Uma seleção que fez sonhar

Quem viveu, não esquece, e quem só ouviu falar, chega a sonhar com uma das seleções que mais encantou o mundo, mas que não foi campeão mundial. O Brasil de 1982 jogava por música e, durante a Copa do Mundo e bem antes dela, chamava a atenção pela volúpia ofensiva e pelas jogadas fantásticas articuladas por craques como Zico, Sócrates e Falcão. Mas como se formou essa equipe? Como foi a preparação e quais foram os percalços enfrentados pelo time na preparação para o Mundial?

Essas e muitas outras perguntas são respondidas pelo jornalista Marcelo Mora, no livro Telê e a seleção de 82 – da arte à tragédia. O autor resgata as origens daquele time, desde como se deu a escolha de Telê Santana como comandante da equipe até os bastidores depois da chamada Tragédia do Sarriá, quando o Brasil foi derrotado pela Itália de Paolo Rossi.

Na obra, estão presentes detalhes muitas vezes esquecidos, como o estranhamento dos atletas do time com a presença de Falcão e Dirceu entre os convocados que iriam à Copa (pela primeira vez o Brasil contava com jogadores vindos de equipes estrangeiras) ou as reclamações públicas de Zico sobre o seu posicionamento na equipe. E também a jornada de Telê Santana para definir o que ele entendia ser o melhor esquema tático para a seleção, a busca pelo centroavante ideal e todos os testes feitos com outros jogadores antes da convocação final para o Mundial.

O texto de Mora traz ainda a contextualização do cenário sociopolítico à época e informações das outras seleções que fizeram daquela uma Copa do Mundo inesquecível.

 

Telê e a seleção de 82 – da arte à tragédia

Marcelo Mora

Editora Publisher Brasil

128 págs.